quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cineasta

O cineasta que nos defende no trio de ataque é de bradar aos céus, sei que não sofre pressões como já afirmou várias vezes e é completamente livre de expressar a sua opinião. Também sabemos que neste tipo de programas o habitual dois ou três contra um não dá muita margem de manobra e coloca-nos em desvantagem.

É incrível que no meio de tanto ataque seja o cineasta a criticar o Benfica no jogo contra o Paços porque não gostou da segunda parte ou não entendeu a opção ou qual a posição do Cesár Peixoto, o mais incrível é que nesse ponto fomos mais defendidos pelo lagarto Oliveira e Costa, há coisas fantásticas, não há?

Isso prova que o cineasta não entende nada de bola, em primeiro lugar deveria saber que três jogos numa semana fazem mossa, não é a toa que os jogos pós Europa são sempre os mais complicados e quando o golo não entra cedo normalmente perde-se pontos, depois o Benfica apresentou-se sem três habituais titulares e ainda teve a lesão do Carlos Martins, o nosso cineasta esqueceu isto tudo e criticou o Benfica, é injusto para os jogadores e para a equipa. Além da parvoíce da critica ainda se queixou que não entendeu para onde foi jogar o César Peixoto e que tudo era uma confusão. Isso meu caro já é mesmo incapacidade, se calhar queria um telefonema do Jesus a explicar-lhe a táctica para que a entendesse, ou seja na sua mente brilhante acha que ao não entender a posição dos jogadores é tudo uma confusão... enfim aprenda a ver a bola é o conselho que lhe posso dar.

Não entendo as criticas ao César Peixoto, é verdade que chegou tarde mas sempre achei o bom jogador, felizmente que as nossas vitórias tem ajudado a adaptação com derrotas é mais complicado.

Mas isto tudo só prova a nossa diferença, somos uns eternos insatisfeitos e como afirmava o director do pasquim “OJogo”, para os adeptos do Porto basta ganhar (não interessa como) para os benfiquistas isso não basta, terão de ganhar sempre e jogar bem.

2 comentários:

Alexandre disse...

Caro Últimos (não sei o teu nome),

Já o defendi na Tertúlia e defendo-o aqui. Eu não quero, nem gosto, de "defensores do Benfica" nos programas de debate com paineleiros. Admito que em programas como o Dia Seguinte seja necessário, mas sinceramente acho esse programa tão fraco que não aguento 5 minutos. O da TVI também não vejo, por sorte não recebo o canal. É um favor que a Meo me faz. Uns têm Benfica Tv outros têm TVI24. O que quero e gosto é que o Benfica tenha adeptos benfiquistas no programa que defendam os seus pontos de vista. Sejam mais ou menos simpáticos para a Direcção ou para a equipa técnica. Por vezes dizem coisas que não gosto, mas prefiro isso ao coro de tios que se vê no Sporting, por exemplo.

Veja-se o caso do Sporting para perceber-se o risco dos "defensores dos clubes" na opinião publicada. Temos uma pequena elite que defende um modelo de gestão financeiro e desportivo do clube que o afunda completamente, não tendo a oposição a esta elite qualquer espaço na comunicação social para criticar e apresentar alternativas. Eles assobiam e acenam lenços brancos porque não têm voz em mais lado nenhum. Por vezes custa ouvir o Tópê, a mim custa certamente, mas acho um bom sintoma de pluralidade e de independência. Também não concordo com tudo o que o Gobern diz ou o que a Leonor Pinhão escreve.

Quanto à matéria substantiva. Concordo que pode ser exagerado criticar a equipa na segunda parte, mas acho bom que se sublinhe que se jogou mal. Há atenuantes? Claro que há. Seria possível fazer melhor? Naquelas circunstâncias, dificilmente. Mas, esconder-se a má segunda parte, ou reduzi-la às circunstâncias, como o fez o Oliveira e Costa, é entrar na mentalidade Sporting. A mentalidade Sporting do jogamos uma merda, mas podiamos ter ganho e a culpa é do árbitro acho péssima para o Benfica. Os benfiquistas não se contentam com exibições de 45 minutos. Penso que o Tópê poderia ter sublinhado melhor as circunstâncias difíceis, mas fingir que não houve uma meia hora na segunda parte sofrível é entrarmos em mentalidade sporting.

Atenção: como poderás verificar, fui defensor do Vieira, da saída de Quique, da entrada de Jesus, de eleições antecipadas e de investimento no plantel. Está espalhado pelos comentários da Tertúlia, o que te impossibilitará de veres, mas acredita que é verdade. Esta época está-me a encher as medidas. E não ando à espera da primeira escorregadela para dizer mal. Mas, temo sempre que más exibições ou erros da equipa sejam relativisados ou reduzidos a acidentes. E gosto que o Jesus não o faça e também gosto que os adeptos do Benfica não se deixem dormir.

Abraço,
Alexandre Calado

último! disse...

Obrigado pela opinião Alexandre (podes tratar-me por último como todos o fazem por aqui),

Eu concordo com a visão critica é verdade mas neste momento acho incorrecto porque havia demasiadas atenuantes para a exibição, no fundo andamos mal habituados, afinal estávamos a ganhar 3-0 e depois do golo do Paços voltámos a controlar o jogo e ao contrário de outros anos não acabámos todos na pequena área, até no controlo do jogo estamos muito melhor. O que critico no cineasta é o facto de não se ter lembrado da Liga Europa, dos titulares, do estado do terreno e até do clima, se não formos nós a defender quem o fará?

Outra coisa são as criticas "encomendadas" que nos fazem mossa, dou o exemplo do César que entrou noutro ritmo mas ninguém quer saber. O Schaffer é outro exemplo nota-se claramente que está a defender melhor mas até nos jornais é sempre o pior e teve imensas falhas (será que viram o mesmo jogo?).

E preparem-se para as criticas ao Ramires pois chegou sem férias, vai para um ano de mundial e mais tarde ou mais cedo vai reflectir-se na sua forma e se não formos nós a lembrar as atenuantes eles vão atacar-nos como sempre, esquecendo os porquês.